Vou começar com um clichê: Relacionamentos são difíceis e complicados de se manter! E não é que ouvimos várias vezes essa frase?
Sim, eu também acho que é complicada essa arte de viver, uma vez que não vivemos isolados mas, sempre em relação ao outro.
Por mais que haja um movimento atual no qual muitas pessoas acreditem que não devemos esperar nada de ninguém, tendo em vista que desse modo não sofremos quando o outro não corresponde a nossa expectativa, ainda assim, acredito ser essencial ponderar que não estamos sozinhos nessa jornada.

Como assim?
Muitas pessoas estão de certo modo traumatizadas por relacionamentos anteriores que podem ter sido difíceis e frustrantes. Como a experiência vivenciada no passado em geral nos leva a tomar decisões (nem sempre conscientes) acerca das situações atuais e futuras, a tendência é a de avaliar que se pode passar novamente pelas mesmas experiências ruins e, para evitá-las, a pessoa tenta se proteger não se envolvendo verdadeiramente e também não criando expectativas.
Desse modo, vemos muitos relacionamentos em que as pessoas brincam de esconde-esconde sobre os seus sentimentos. Elas têm medo de mostrar quem realmente são, pois temem serem rejeitadas, ou também fazem grande esforço para não se envolver e não se entregar, afinal caso "não dê certo", o tombo será menor.
Apesar de ser uma forma de lidar, esse tipo de relação frequentemente gera insatisfação e sentimentos angustiantes. Nesses casos a psicoterapia é indicada, pois, dentre outros objetivos, visa auxiliar às pessoas a reconhecerem seus padrões de comportamento e sentimentos. Ajudando, portanto, a desenvolver estratégias para assumir o que é importante para si mesmo de modo assertivo, com o intuito de que as pessoas envolvidas possam vivenciar relações genuinamente satisfatórias.
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